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Nossa Senhora do Carmo

Por Seminarista Julio Rodrigues – Teologia ‎
Texto compilado com autorização

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Entre os santos de Deus está, em primeiro lugar, Maria, a ‎mãe de Jesus (Mt 2,1; Mc 3,32; Lc 2,48; Jo 19,25). É, portanto, com a ‎Bíblia na mão, que louvamos Maria, chamando-a de bem-aventurada. ‎Nós, cristãos católicos, veneramos Maria porque Deus a escolheu para ser ‎a mãe de seu filho Jesus, nosso único redentor e salvador.‎

O culto a Maria está fundado na Palavra de Deus, que ‎afirma: ”Isabel, cheia do Espírito Santo, exclamou: bendita és tu entre ‎as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”. Maria recebeu de ‎Deus a plenitude da graça e, por esta razão, é saudada pelo Anjo como ‎‎“cheia de graça” (Lc 1,28). A mesma Maria, reconhecendo sua ‎pequenez de serva agraciada por Deus, reconhece: “Todas as gerações ‎me chamarão de bem-aventurada” (Lc 1,48). Durante toda a vida, ‎até a última provação, quando Jesus seu filho morre na cruz diante dela, ‎sua fé não vacilou. Maria não cessou de crer no cumprimento da Palavra, ‎das promessas de Deus. Por isso, a Igreja venera em Maria a realização ‎mais pura da fé (CIC 149).‎

Nós amamos o Filho de Maria, Jesus Cristo, ”autor e ‎consumador da fé“ (Heb 12,2). Devemos, portanto, amar sua mãe, sua ‎fiel discípula, a primeira que nele acreditou, dando sua adesão ao plano ‎de Deus, quando o Anjo lhe anunciou que seria mãe do Salvador. A ‎devoção à Virgem Maria é “intrínseca ao culto cristão” (Vat. II – LG ‎‎62). Porém, o culto à Maria, mesmo sendo inteiramente singular, difere ‎essencialmente do culto que se presta à Santíssima Trindade. Ao Deus ‎Uno e Trino Pai, Filho e Espírito Santo, nós adoramos; enquanto a Maria, ‎nós veneramos.‎

Este culto de veneração toda especial à Maria se justifica ‎porque ela é reconhecida como “Mãe do meu Senhor” (Lc 1,43). O ‎concílio de Éfeso, no ano 431, reconheceu Maria como Mãe de Deus: Mãe ‎de Jesus, Deus encarnado. Por isso, a igreja assim a venera com especial ‎devoção. Para Maria damos inúmeros títulos: Nossa Senhora das Graças, ‎de Lourdes, Aparecida, de Fátima, do Carmo, da Penha… Mas é sempre a ‎mesma Maria de Nazaré, a Mãe de Jesus que a Bíblia nos apresenta toda ‎de Deus (Lc 1,38), toda do povo (Lc 1,39-56), orando com a Igreja (At ‎‎1,14). Foi Jesus que, morrendo na cruz, entregou sua mãe à Igreja, na ‎pessoa do discípulo João que, junto com Maria, estava aos pés da cruz: ‎‎“Eis aí tua mãe” (Jo 19,27). E o discípulo a levou para sua casa. A casa ‎do discípulo, nós sabemos, é a comunidade, a Igreja. Maria é, portanto, ‎presença materna na comunidade dos que acreditam em Jesus.‎

O exemplo de Maria não afasta de Jesus, pelo contrário, ‎arrasta a humanidade para a adoração de seu filho: “Fazei tudo o que ‎Ele vos disser” (Jo 2,5). Eis o que nos ensina Maria, é sua última ‎palavra na Bíblia, é o seu testamento. Maria faz eco à Palavra do Pai, ‎quando da transfiguração de Jesus: “Este é o meu filho amado, que ‎muito me agrada. Escutem o que ele diz“ (Mt 17,5). ‎

Concluímos então, que o culto à Maria é bíblico, nele não há ‎idolatria. A devoção à Maria nos leva a Jesus, à comunhão com Ele. Jesus ‎é a meta de toda devoção mariana. A alegria de Maria é que aceitemos e ‎sigamos Jesus, como assim ela o fez. Maria não é o centro da fé, o centro ‎é Jesus. Porém, Maria faz parte do centro da fé, porque faz parte, de ‎forma única, da vida de Jesus. Mãe e Filho estão ligados no plano de ‎Deus e não podem ser separados; não se pode reconhecer o Filho e não ‎reconhecer a Mãe. Aceitemos a vontade de Deus, aceitemos o presente ‎que Ele nos dá: MARIA. ‎
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Nossa Senhora do Carmo
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No dia 16 de julho, celebra-se na Igreja Católica, a memória ‎de Nossa Senhora do Carmo, um título da Virgem Maria que remonta ao ‎século XIII, quando, no monte Carmelo, Palestina, começou a formar-se ‎um grupo de eremitas. Estes, querendo imitar o exemplo do profeta Elias, ‎reuniram-se ao redor de uma fonte chamada “fonte de Elias”, e iniciaram ‎um estilo de vida que, mais tarde, se estenderia ao mundo todo. Devido ‎ao lugar onde nasceu este grupo de ex-cruzados e eremitas foi chamado ‎de “carmelitas”. A história nos assegura que os eremitas construíram ‎também uma pequena capela dedicada à Nossa Senhora que, mais tarde, ‎e pela mesma circunstância de lugar, seria chamada de “Nossa Senhora ‎do Carmo” ou ” Nossa Senhora do Carmelo”. Os carmelitas viram-se ‎obrigados a emigrar para a Europa, para continuar a própria vida religiosa ‎e lutar por seu espaço entre as várias ordens mendicantes. O título de ‎Nossa Senhora do Carmo está unido ao “símbolo do escapulário”. ‎

A presença de Maria com o nome de Nossa Senhora do ‎Carmo foi se espalhando por toda a Europa, e esta devoção foi levada ‎para a América Latina, na primeira hora da evangelização. É difícil ‎encontrar uma diocese latino-americana que não tenha, pelo menos, uma ‎igreja dedicada a Nossa Senhora do Carmo. Não somente são igrejas ‎matrizes ou catedrais dedicadas a Maria, sob o título de Nossa Senhora ‎do Carmo, mas também lugarejos, capelas, oratórios etc. Isso prova como ‎esta devoção saiu dos âmbitos restritos dos conventos carmelitanos e se ‎tornou propriedade do povo e da Igreja Universal, como diz o Papa João ‎Paulo II, em sua carta dirigida aos Superiores Gerais do “Carmelo da ‎Antiga Observância e do Carmelo Descalço”. ‎

Esta devoção, enraizada no coração do povo, está sendo ‎resgatada, e os devotos de Nossa Senhora do Carmo aumentam cada vez ‎mais. ‎

Texto Fonte: Côn. Pedro Cipolini – Doutor em Teologia (Mariologia); professor titular da PUC–‎Campinas. Reitor da Basílica do Carmo.‎
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‎16 de julho‎
Nossa Senhora do Carmo
‎(memória facultativa)‎
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A festa da Padroeira da Ordem Carmelita foi, inicialmente, a ‎da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, a 15 de agosto. ‎Entretanto, entre 1376 e 1386, surgiu o costume de celebrar uma festa ‎especial em honra de Nossa Senhora, para comemorar a aprovação da ‎regra pelo Papa Honório III, em 1226. Esse costume parece ter-se ‎originado na Inglaterra. E a observância da festa foi fixada para o dia 16 ‎de julho, que é também a data em que, segundo a tradição carmelita, ‎Nossa Senhora apareceu a São Simão Stock e lhe entregou o escapulário. ‎No início do século XVII, ela se transformou em definitivo na “festa do ‎escapulário”, e logo começou a ser celebrada também fora da Ordem e, ‎em 1726, espalhou-se por toda a Igreja do Ocidente, por obra do Papa ‎Bento XIII. No próprio da missa, o dia não se faz menção do escapulário ‎ou da visão que teve São Simão; porém, ambos os fatos são mencionados ‎nas leituras do segundo noturno das Matinas. E o escapulário de Nossa ‎Senhora é mencionado no prefácio especial usado pelos carmelitas, nesta ‎festa.‎

A ordem dos carmelitas, uma das mais antigas na história da ‎Igreja, embora considere o profeta Elias como o seu patriarca modelo, não ‎tem um verdadeiro fundador, mas tem um grande amor: o culto a Maria, ‎honrada como a Bem-Aventurada Virgem do Carmo. “O Carmo – disse o ‎cardeal Piazza, carmelita – existe para Maria e Maria é tudo para o ‎Carmelo, na sua origem e na sua História, na sua vida de lutas e de ‎triunfos, na sua vida interior e espiritual”. Elias e Maria estão unidos ‎numa narração que tem sabor de lenda. Refere o livro das instituições ‎dos primeiros monges: “Em lembrança da visão que mostrou ao profeta a ‎vinda desta Virgem sob a figura de uma pequena nuvem que saia da ‎terra e se dirigia para o Carmelo (cf. 1Rs 18,20-45), os monges, no ano ‎‎93 da Encarnação do Filho de Deus, destruíram sua antiga casa e ‎construíram uma capela sobre o monte Carmelo, na Palestina, perto da ‎fonte de Elias em honra desta primeira Virgem voltada a Deus.‎

Expulsos pelos sarracenos no século XII, os monges que ‎haviam, entretanto recebido do patriarca de Jerusalém, santo Alberto, ‎uma regra aprovada em 1226 pelo Papa Honório III, se voltaram ao ‎Ocidente, e aí na Europa fundaram vários mosteiros, superando várias ‎dificuldades, nas quais, porém, puderam experimentar a proteção da ‎Virgem. Um episódio em particular sensibilizou os devotos: “Os irmãos ‎suplicavam humildemente a Maria que os livrasse das insídias infernais. ‎A um deles, Simão Stock, enquanto assim rezava, a Mãe de Deus ‎apareceu acompanhada de uma multidão de anjos, segurando nas mãos ‎o escapulário da ordem e lhe disse: Eis o privilégio que dou a ti e a todos ‎os filhos do Carmelo: todo o que for revestido deste hábito será salvo”.‎
Os críticos consideram como espúria, isto é, não autêntica, a ‎bula de João XXIII em que se fala deste privilégio sabatino de ficar livres ‎do inferno e do purgatório no primeiro sábado após a morte, mas muitos ‎papas têm falado disso em sentido positivo. Numa bula de 11 de fevereiro ‎de 1950, Pio XII convidava a “colocar em primeiro lugar, entre as ‎devoções marianas, o escapulário que está ao alcance de todos”: ‎entendido como veste Mariana, esse é de fato um ótimo símbolo da ‎proteção da Mãe celeste; enquanto sacramental, extrai o seu valor das ‎orações da Igreja e da confiança e amor daqueles que o usam.‎

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Nossa Senhora do Carmo e o Escapulário ‎

A palavra Carmo corresponde ao Monte do Carmo ou Monte ‎Carmelo, que significa Jardim, na Palestina (Terra Santa). Uma montanha ‎com 25 quilômetros de comprimento e 12 de largura. A ordem dos ‎carmelitas venera com muito carinho o profeta Elias, considerado seu ‎patriarca modelo, e a Virgem Maria, venerada com o título de Bem-‎Aventurada Virgem do Carmo.‎

Um livro muito antigo da ordem comenta a visão de Elias ‎mostrando a Virgem dirigindo-se ao Monte Carmelo, em forma de uma ‎nuvem que saía da terra. (I Reis 18:20,41). Os monges, no ano 93 d.C., ‎construíram no Carmelo uma capela à Virgem. Aquela região, na época, ‎estava sob disputa entre as populações locais pelo domínio da região, e ‎os monges foram expulsos de lá, no século 13. ‎

Quando foram expulsos, espalharam-se pelo Ocidente e ‎fundaram vários mosteiros. Pouco tempo depois, em 1226, os carmelitas ‎apresentam o pedido de aprovação do papa Honório III, que o concede ‎oficialmente pela Igreja Católica de Roma. ‎

Novas perseguições os cristãos sofrem em 1235. Desta vez, ‎os carmelitas dividem-se em dois grupos: Os que permaneceram no ‎Monte Camelo: estes foram massacrados e o mosteiro incendiado, e os ‎que se refugiaram na Sicília, em Creta, na Itália e Inglaterra no ano de ‎‎1238; lá fundaram o Mosteiro de Aylesford; também não foram aceitos ‎pelos religiosos e eclesiásticos. ‎

Para os religiosos ingleses, esta seria mais uma comunidade ‎no meio de tantas outras, e também o modo de vida que levavam não ‎condizia com os costumes locais: levar uma vida monástica dentro de ‎uma cidade inglesa. Preocupado com as hostilidades sofridas naquele ‎momento, o prior dos Carmelitas, Simon Stock, considerado pela devoção ‎e amor à Mãe do Carmelo, na noite de 16 de julho de 1251, em oração ‎fervorosa à Virgem Maria, pede por ajuda e proteção, rezando: ‎

‎”Flor do Carmelo, vide florida.
Esplendor do Céu.
Virgem Mãe incomparável.
Doce Mãe, mas sempre Virgem,
Sede propícia aos carmelitas,
Ó Estrela do Mar.” ‎

Uma visão do frade carmelita Simão Stock mostrava a Virgem Maria ‎cercada de anjos, segurando nas mãos o escapulário da ordem e ‎dizendo: ‎
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‎”Recebe, meu filho, este Escapulário da tua Ordem, ‎como sinal distintivo da minha confraria e selo do ‎privilégio que obtive para ti e para todos os ‎Carmelitas. O que com ele morrer, não padecerá o ‎fogo eterno. Este é um sinal de salvação, uma ‎salvaguarda nos perigos e prenda de paz e de aliança ‎eternas”.‎

Vem daí a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo.‎

Mas o que é o escapulário?‎
A palavra escapulário vem do latim “escapula” que significa ‎armadura, proteção. A função do escapulário na história da Igreja é muito ‎parecida com a do rosário, constituindo-se numa das mais antigas e ‎populares formas de devoção à Virgem Maria. ‎

O uso do escapulário é um sinal de confiança em Nossa ‎Senhora, para que ela cubra de graças aquele que o usa e o proteja de ‎todos os perigos espirituais e corporais. O escapulário do Carmo é um ‎sacramental, quer dizer, segundo o Concílio Vaticano II, “um sinal ‎sagrado, segundo o modelo dos sacramentos, por meio do qual se ‎significam efeitos, principalmente espirituais, obtidos pela intercessão da ‎Igreja”. ‎

O escapulário é um sacramental, ou seja, uma realidade ‎visível, que nos conduz a Deus, com sua graça redentora, seu perdão e ‎promessas. Santa Tereza (reformadora da Ordem das freiras carmelitas ‎juntamente com São João da Cruz) dizia que portar o escapulário era ‎estar revestido com o hábito de Nossa Senhora.‎

Setenta anos mais tarde, aparece a Virgem ao Papa João ‎XXII, confirma esta promessa e acrescenta outra, chamada a do privilégio ‎sabatino, em que, mediante determinadas condições, a alma do confrade ‎Carmelita será livre do Purgatório se lá estiver, no sábado a seguir à sua ‎morte. ‎

‎ Os Soberanos Pontífices consideram como pertencentes à ‎Ordem do Carmo, todos os que recebem o seu escapulário. Para que ‎todos possam usufruir as graças inerentes ao Escapulário, Sua Santidade, ‎o Papa PIO X, em 16 de Dezembro de 1910, concedeu que o Escapulário, ‎uma vez imposto, pudesse ser substituído por uma medalha que tenha de ‎um lado Nossa Senhora sob qualquer invocação (Carmo, das Dores, da ‎Conceição, de Fátima etc.) e do outro lado, o Coração de Jesus, e benzida ‎com o simples sinal da cruz, na intenção de substituir este Escapulário.‎

‎ Em 28 de Janeiro de 1964, o Papa Paulo VI concedeu ainda ‎que todos os Sacerdotes pudessem impor o Escapulário e substituí-lo pela ‎respectiva medalha, pois até aí era um privilégio dos Padres Carmelitas e ‎de outros Sacerdotes que o pedissem à Santa Sé, e nisto se mostra o ‎desejo da Santa Igreja de que todos o tragam. ‎

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Condições para o seu Devoto Uso
• Para a 1ª graça (ser livre do fogo do Inferno, a mais importante de ‎todas)‎

• Ter recebido este Escapulário imposto pelo Sacerdote e trazê-lo, ou ‎a medalha que o substitui. Morrer com ele ou com a medalha, o ‎que significa que se saiu deste mundo em estado de graça ‎santificante. ‎

• Para a 2ª graça (isto é, o privilégio sabatino: ser liberto do ‎Purgatório no primeiro sábado, depois da morte, se para lá se foi):
Além das condições para a primeira graça, que é a mais ‎importante, guardar ainda a castidade própria de cada estado, ‎que, aliás, já é obrigatória para todos por mandamento divino; ‎rezar, sabendo ler, todos os dias, o pequeno Ofício de Nossa ‎Senhora, ou, não sabendo, abster-se de comida de carne nas ‎quartas-feiras e sábados.

Estas obrigações podem ser comutadas (a reza do Ofício e da ‎abstinência de comida de carne) por um Sacerdote, o que impôs o ‎Escapulário ou o Confessor, por outra obra pia, por exemplo: a reza ‎de 7 (sete) Pai-Nossos, 7 Ave Marias e 7 (sete) Glórias, ou pela ‎reza do Terço ou por outra mais fácil. ‎

• Quem reza o Terço todos os dias, esse vale sem ser preciso mais ‎nada, podendo aplicá-lo por todas as intenções de costume. O ‎Sacerdote que reza o Ofício divino, também já cumpre, sem ser ‎preciso outra comutação. Aos homens e às crianças, que ‎normalmente rezam menos que as mulheres, pode-se comutar por ‎‎3 Ave Marias, rezadas diariamente. Assim aconselha o Santo Padre ‎Cruz, que foi um grande Apóstolo do Escapulário. ‎
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Quem o pode receber?‎
Todos os Católicos que o peçam, o podem receber, imposto ‎por um Sacerdote. Podem-no receber ainda as crianças batizadas, mesmo ‎inconscientes, e os doentes destituídos dos sentidos, pois, parte-se do ‎princípio que, se conhecessem o seu valor, o quereriam receber. É ótimo ‎o costume de o por logo no dia do Batismo.‎

O Escapulário é de tecido de lã de cor castanha ou preta, ‎mas o mais comum é o de cor castanha. O Escapulário, uma vez benzido, ‎não precisa de nova bênção quando se substitui por outro; a medalha ‎sim, precisa de nova bênção. ‎

O valor do Escapulário está no tecido de lã com a bênção ‎própria, e não nas imagens que costuma ter. Pode ser lavado, podem-se ‎mudar os cordões, pode ser revestido de plástico para não sujar etc. ‎Devemos andar sempre com ele ou com a medalha, e, sobretudo, tê-lo à ‎hora da morte. Nunca o deixemos, mesmo ao tomar o banho. Quem o ‎recebeu e deixou de trazê-lo consigo, basta que comece de novo a usá-‎lo, ou à medalha, sem precisar de nova imposição. ‎

Sua Santidade Pio X concedeu que os militares em ‎campanha pudessem impor a si próprios o Escapulário ou a medalha, uma ‎vez benzidos pelo Sacerdote, e que tendo acabado a sua missão, ‎continuem a usufruir todas as graças e privilégios a ele inerentes, sem o ‎terem de receber de novo. ‎

Certamente que o Escapulário não dispensa os Sacramentos, ‎que são os meios instituídos por Nosso Senhor como via normal para nos ‎santificar, nem dispensa das práticas das virtudes. Não coloca no Céu as ‎almas em pecado mortal, mas ajuda a bem receber os Sacramentos e à ‎conversão da alma e a perseverar no bem. Ajuda a sair do estado de ‎pecado mortal, onde houver um mínimo de boa vontade. ‎

O Escapulário do Carmo é um dom misericordioso do Céu, ‎obtido por intercessão da Mãe da Misericórdia, já que os justos e os ‎pecadores custaram o Sangue de Jesus e as Lágrimas e Dores de Maria ‎Santíssima. ‎
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Alguns exemplos
• Proteção nos perigos – Há alguns anos, três mocinhas foram passar ‎uma tarde na praia da Costa de Caparica (Portugal). Era um tempo ‎em que as roupas de banho e as praias não tinham descido à ‎degradação dos tempos atuais. Todas tinham o Escapulário do ‎Carmo e nenhuma sabia nadar. Só uma persistiu em levá-lo, as ‎outras, por respeito humano, tiraram-no. ‎

• Brincavam alegres à beira da água, quando uma onda perdida ‎sobreveio inesperadamente e as levou. O povo acorreu em grande ‎gritaria. Surge outra onda que deposita na praia uma delas, ‎precisamente a que levava o Escapulário e se salvou. As outras ‎duas pereceram. Os seus corpos foram encontrados já em estado ‎de putrefação depois de três dias, junto ao Cabo de Espichel. ‎

• Proteção contra o demônio – Assisti um dia aos exorcismos feitos ‎por um Sacerdote sobre um rapaz possesso do demônio. O diabo ‎foi obrigado a confessar que se aquele rapaz tivesse recebido ‎antes o Escapulário, não poderia ter entrado nele. ‎

• Livra do Inferno – Fui chamado para dar os últimos Sacramentos a ‎um homem que tinha alta patente na Maçonaria, que dissera a um ‎amigo meu: “Quem me dera ver-me livre da Maçonaria”. Rezava ‎todos os dias com os netos. Tinha recebido o Escapulário em ‎pequeno, pois fora aluno dos Padres Jesuítas, que o impunham ‎sempre. Cheguei, dei-lhe os Sacramentos e impus-lhe o ‎Escapulário, pois não o trazia consigo. Começou aos urros, como ‎um leão preso na jaula e a cama rangia fortemente. Depois, tudo ‎acalmou. Não duvido moralmente da salvação eterna desta alma. ‎

• A um outro doente, com fama de muita virtude e a quem visitei, ‎pus-lhe o Escapulário. Pediu-me logo para se confessar. Tinha ‎passado a vida cometendo sacrilégios, pois tinha vergonha de ‎confessar os seus desmandos sexuais. Morreu santamente, ‎louvando cheio de alegria a Misericórdia Divina. ‎

E tantos e tantos são os prodígios que teria para contar! Ah! ‎Recebamos todos o Escapulário do Carmo, porque ele é dádiva ‎misericordiosa de Maria, obtida do seu Filho Jesus! O Escapulário, o Terço ‎e a Devoção ao Coração Imaculado de Maria fazem parte da Mensagem ‎de Fátima. Tantos Papas e tantos Santos têm falado dele, que será ‎tristeza, para não se dizer loucura, não lhe ter apreço. Leão XIII beijava-o ‎repetidas vezes na agonia. Pio XII trazia-o desde a infância, e queria que ‎todos o soubessem. João XXIII e Paulo VI consideram-no como grande ‎graça concedida ao mundo. P. O. J. R. ‎

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Imposição do Escapulário por um sacerdote

Oremos! Senhor Jesus Cristo, Salvador dos homens, † abençoai este ‎hábito de Nossa Senhora de Carmo, que, como sinal de Consagração a ‎Maria, vai ser imposto ao vosso servo, para que pela intercessão de Maria ‎Santíssima, possa alcançar maior plenitude de graça.‎
‎(Asperge o Escapulário com água benta)‎

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‎[IMPOSIÇÃO:] – Recebe este santo hábito para que, trazendo-o com ‎devoção, te defenda do mal, e te conduza à vida eterna. – Amém.
‎(Coloca-o ao pescoço de cada pessoa)‎

‎- Participas desde este momento de todos os bens espirituais, de que ‎gozam os religiosos do Carmo, em Nome do Pai † e do Filho e do Espírito ‎Santo. – Amém.‎
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‎- O Senhor que se dignou admitir-te entre os confrades do Carmo, † te ‎abençoe; e mediante este sinal de Consagração, te faça forte na luta ‎desta vida, e te conduza à felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus ‎Cristo.

‎- Amém.
‎(Asperge o “Confrade” com água benta)
‎[Com Aprovação eclesiástica]‎

Testemunho de Fé
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‎”Eu também levo no meu coração, há tanto tempo, o Escapulário do ‎Carmo! Por isso, peço à Virgem do Carmo que nos ajude a todos os ‎religiosos e as religiosas do Carmelo e os piedosos fiéis que a veneram ‎filialmente, para crescer em seu amor e irradiar no mundo a presença ‎desta Mulher do silêncio e da oração, invocada como Mãe da ‎misericórdia, Mãe da esperança e da graça”. ‎
João Paulo II
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Sempre que você encontrar-se diante de uma situação DIFÍCIL, onde ‎suas forças e seus conhecimentos não são capazes de RESOLVER, não ‎entre em desespero. Peça ajuda a Nossa Senhora do Carmo. ‎

ORAÇÃO – Senhora do Carmo, Rainha dos Anjos, canal das ‎mais ternas mercês de Deus para com os homens. Refúgio e ‎Advogada dos pecadores, com confiança eu me prostro ‎diante de vós suplicando-vos que obtenhais…… (pede-se a ‎graça). Em reconhecimento, solenemente prometo recorrer a ‎vós em todas as minhas dificuldades, sofrimentos e ‎tentações, e farei tudo que ao meu alcance estiver, a fim de ‎induzir outros a amar-vos, reverenciar-vos e invocar-vos em ‎todas as suas necessidades. Agradeço-vos as inúmeras ‎bênçãos que tenho recebido de vossa mercê e poderosa ‎intercessão. Continuai a ser meu escudo nos perigos, minha ‎guia na vida e minha consolação na hora da morte. Amém. ‎Nossa Senhora do Carmo, advogada dos pecadores mais ‎abandonados, rogai pela alma do pecador mais abandonado ‎do mundo. Ó Senhora, rogai por nós, que recorremos a vós.‎
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Fonte: Maria do Carmo H. Silva
Artigo extraído do jornal “Jesus te Ama”, edição de julho/2007.‎



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 ANIVERSARIANTES DO DIA

 
11 julho 2014

Aniversário de Pe. Zezé!
Querido Pe. Zezé,
parabéns por mais um ano de vida.
Votos de muita saúde, paz e alegria em sua vida e em sua missão sacerdotal.
Conte com nossas orações e amizade.
Um abraço e a bênção de nosso Bispo Dom Nelson.

 
 NOTAS RÁPIDAS

 
 
 
 
 
 
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