BRASÃO EPISCOPAL

Insígnias episcopais: chapéu prelatício, com três fileiras de borlas verdes.

Escudo: o campo, encimado pela cruz de Cristo, contém dois símbolos: à esquerda, a videira, com seus frutos e suas folhas; à direita, o coração.

O campo do escudo, em cor prateada, é a vinha do Senhor. Aí acontece a História da Salvação, obra da colaboração humano-divina.

A videira, com suas folhas e frutos, lembra Jo 15,5: “Sem mim nada podeis fazer”. Só existe fruto, em ramos unidos ao tronco. Só é eficaz o apostolado quando seus agentes: povo de Deus, ministros, religiosos e religiosas, diáconos e presbíteros, em torno do seu pastor, o bispo, permanecem unidos à Verdadeira Videira: Jesus Cristo.

O Coração, colocado à direita do campo, evoca o amor e a misericórdia do Bom Pastor, que conhece as suas ovelhas, dá sua vida por elas (cf. Jo 10,11.14) e é modelo do homem novo, criado segundo Deus, em justiça e verdadeira santidade (cf. Jo 19,37); lembra, também, a Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, Instituto religioso a que pertence Dom Nelson.



Brasão – Diocese de Santo André


A composição do escudo da Diocese de Santo André é bem simples, segundo as orientações de feitio dos brasões, para que os elementos sejam significativos e bem evidenciados. Ele é composto por três campos, cuja divisão se faz pela representação de uma montanha em marrom. No campo em destaque, que se abre ao centro, encontram-se os cinco pães e dois peixes; no campo superior esquerdo, a “Estrela da Manhã” e no campo superior direito, a representação de uma engrenagem, ambos sobre o metal dourado. A Diocese apresenta-se pela Mitra ornada com a Cruz de Santo André, encimada ao escudo, sinal deste Bispado, juntamente com as insígnias da Diocese: a Cruz e o Pastoral.

O escudo é concebido, segundo a forma “chapé ployé” (manto dobrado) que é a representação de um manto ou da capa utilizada pelos clérigos nos ofícios e nas procissões. Isso sinaliza que o povo é um povo sacerdotal que se oferece a Deus no culto espiritual; no entanto, o culto espiritual adquire seu sentido na peregrinação – o labor e a faina diária, onde o cristão é chamado a ser testemunha de Cristo. Sua forma é também a representação da Montanha, local da manifestação de Deus – como em Moisés, em Elias e nas bem-aventuranças. A montanha lembra o escudo carmelita, cuja presença é referência da Igreja-Mãe da Diocese: a Virgem do Carmo. Essa referência é marco, pois a Catedral diocesana foi consagrada no dia de Nossa Senhora Rainha (22 de agosto).

Os campos superiores possuem um metal dourado, que é a representação da dignidade, da virtude e da grandeza da Igreja Particular, porção escolhida do Povo de Deus para ser sinal régio, profético e sacerdotal. No campo superior esquerdo, brilha a “Estrela da Manhã”, sinal da Luz que ilumina os povos – “uma luz que brilhará para os gentios e para a glória de Israel, o vosso povo” (Lc 2, 32). Ao mesmo tempo, a estrela da manhã é aquela que anuncia o dia que se inicia, que não é qualquer dia, mas o dia sem ocaso, o dia do Ressuscitado, o oitavo dia, o dia eterno. Para esse dia, a Igreja tem sua porção peregrina, que corresponde à graça do Salvador, com seu trabalho cotidiano. A Estrela da Manhã é ainda uma das invocações marianas, pois é ela que traz o Cristo encarnado e Ressuscitado. Desse modo, a Igreja de Santo André é a porção do povo eleito e peregrino, que brilha no mundo, consciente de sua vocação à eternidade.

No campo superior direito aparece a figura de uma engrenagem que faz a memória da fundação da Diocese em meio ao povo operário, dentro de uma realidade industrial. A Diocese foi criada em 1954, em plena atividade industrial desenvolvimentista nas cidades que a compõem. Essa realidade marca o rosto da Diocese, não só em relação ao operariado, mas sobretudo em relação ao trabalho – labor, cuja dignidade é consagrada por Deus e relevada por Jesus Cristo, quando diz: “o operário é digno de seu salário” (Lc 10,7).

Nesse campo inferior, que é iluminado e ilumina os dois campos superiores pelo formato do manto ou da montanha, aparecem os cinco pães e dois peixes, representação do Apóstolo André, patrono da Diocese. Ele é o discípulo que apresenta a Jesus, no Evangelho de João, o menino com os pães e os peixes (Jo 6, 8-9). O número sete é significativo em seu mais amplo aspecto: é o sinal divino da plenitude e é o símbolo das sete cidades que compõem a Diocese: Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.




Imprimir - Voltar